Natural de Monte Azul Paulista, Oswaldo Alvarez, mais conhecido como Vadão, nasceu em 21 de agosto de 1956. Formou-se em Educação Física pela Faculdade Fundação Karnic Bazarian, em Itapetininga. Atuou por dez anos como jogador profissional em clubes como Paulista de Jundiaí, Velo Clube de Rio Claro e Esporte Clube Noroeste, de Bauru. Tímido e preocupado com o nascimento de seu primeiro filho, migrou para a preparação física. Trabalhou por dez anos na função em equipes profissionais, entre elas o Mogi Mirim Esporte Clube, onde se tornou técnico em 1992.

Sua transferência da preparação física para o comandante do time nos gramados se deu de forma inusitada. Geralmente, auxiliares de técnico são os interinos em caso de demissão. Mas, em 1991, no Mogi Mirim, alguém quis fazer diferente. Com a saída de Pedro Rocha, Vadão assumiu o time por algumas rodadas a pedido do então presidente, Wilson Fernandes de Barros. Retornou ao seu posto de preparador físico com a chegada de Geraldo Duarte, que permaneceu pouco tempo no clube. Com a saída de Duarte, o elenco pediu a volta de Vadão ao comando. A insistência do presidente e de dois grandes amigos - o jornalista Brasil de Oliveira e o dirigente Henrique Stort – fizeram o jovem preparador aceitar o cargo.

No ano seguinte, levou o clube às principais manchetes com a criação do saudoso ‘Carrossel Caipira’, com Leto Válber e Rivaldo. Inspirado no futebol holandês, o técnico Oswaldo Alvarez inovou a forma de utilizar o sistema tático 3-5-2 e entrou para a história do futebol brasileiro. Com um jogo veloz e a versatilidade dos jogadores, que mudavam de posição durante a partida, o time de Mogi Mirim incomodou muitos adversários considerados grandes e ficou gravado na memória dos amantes da bola.

Desde então, Oswaldo Alvarez tornou-se figura de destaque no mundo da bola. A coroação de seu trabalho com a conquista do troféu de ‘Melhor Técnico do Campeonato Paulista’, em 2012 – ano em que comemorou 20 anos de carreira - é o reflexo de sua dedicação ao futebol. No ano seguinte, foi premiado como ‘Melhor Técnico do Campeonato Catarinense’.

Conhecido como um estudioso, Vadão procurou sempre preservar a característica e a qualidade técnica do futebol brasileiro, com esquemas táticos ousados, que priorizam a ofensividade. Entre uma boa campanha e outra – como a conquista da Copa 90 anos e vice Campeão da Copa João Havelange com o Mogi Mirim, da série C do Campeonato Brasileiro com o XV de Piracicaba, a do estadual e do torneio seletivo para a Libertadores com o Atlético-PR, a taça Rio São Paulo pelo tricolor paulista e dois acessos a série A do Brasileiro, com Vitória e Guarani – Vadão ainda coleciona talentos que revelou para o futebol como Kaká e Rivaldo (eleitos melhores do mundo), Jadson, Rhodolfo e Bruno Mendes.

Seu último trabalho foi à frente da Seleção Brasileira de Futebol Feminino. O convite chegou quando Vadão estava em sua quarta passagem pela Ponte Preta. Em dois anos e meio no comando das meninas, Vadão conquistou a Copa Sulamericana, o Pan Americano, dois torneios internacionais e o 4º lugar nas Olimpíadas do Rio de Janeiro. Apesar de não conquistar o inédito ouro olímpico, o trabalho do treinador foi reconhecido pela Fifa que colocou Vadão entre os 10 melhores treinadores de futebol feminino da temporada 2016.